Ciro Gomes se comporta como um quinta coluna, termo cunhado pelo general nacionalista espanhol, Emílio Vidal, para descrever os seus aliados que trabalhavam a favor de sua causa na cidade de Madrid, controlada pelos adversários republicanos. Desde então o termo é utilizado para designar aqueles que dentro de um grupo trabalham por interesses exógenos. Ao seu modo, Ciro Gomes tenta desagregar a oposição fazendo acenos para o pré- candidato tucano Aécio Neves, de que poderia desistir de sua "candidatura" à presidência, que já não existe, se o candidato fosse o mineiro. A candidatura de Ciro deixou de existir quando o presidente Lula por meio do "dedazo" indicou ao seu partido e a toda a base governista a ministra Dilma como candidata única. Agora, para ter uma saída honrosa da disputa presidencial, foi empurrado para ser candidato do oficialismo ao governo do estado de São Paulo, contra o PSDB do qual o governador de Minas quer ser representante. Aécio Neves, por sua vez, vai a cada dia se enredando mais na sua esperteza. Quer se apresentar como um grande agregador, mas acaba encarnando o arquétipo da velha política mineira, um dia defende Sarney no outro bajula Ciro Gomes que fala mal de Sarney e do PSDB. Sem se preocupar muito com qualquer coerência ou bom senso. As perguntas que ficaram no ar após a visita de Ciro Gomes ao governador mineiro, Aécio Neves, é o que este lucra com aquele? Qual dividendo político espera obter incensando um adversário de seus correligionários? Ele pretende mesmo chegar ao Planalto sem o apoio dos tucanos paulistas? Se tivesse ocorrido o oposto, Serra badalado com um candidato de oposição ao governo de Minas Gerais seria aceitável? Creio que não, pois esse seria o caminho mais curto para o desastre.
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